A disputa interna na família mais influente da direita brasileira ganhou novos capítulos após declarações polêmicas virem a público. O desentendimento entre a ex-primeira-dama e o senador agora é medido por números que preocupam aliados políticos.
A crise começou após um vídeo em que a esposa do ex-presidente expõe divergências profundas com o enteado. O material rapidamente viralizou, gerando discussões sobre o futuro da liderança conservadora no país e a força dos herdeiros políticos.
Os dados trazem um panorama detalhado sobre como o eleitorado percebe essa rachadura familiar e qual o peso disso nas urnas, conforme divulgado pelo Notícias ao Minuto.
O impacto da briga de Michelle Bolsonaro na candidatura de Flávio Bolsonaro
Uma pesquisa Atlas/Bloomberg indica que 37,8% dos eleitores acreditam que o desentendimento entre Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro enfraquece muito a futura candidatura dele à Presidência. Outros 26,3% avaliam que o impacto negativo existe, mas de forma moderada.
Para uma pequena parcela de 7,1%, o vídeo em que Michelle afirma ter sido “humilhada” pelo senador acaba fortalecendo as intenções de voto de Flávio. O levantamento mostra que a maior parte do público está atenta aos movimentos da família, com 78% dos entrevistados tendo assistido ao conteúdo.
A confiança nas palavras da ex-primeira-dama é alta, já que 59,6% dos eleitores dizem acreditar nela, enquanto apenas 29,3% desacreditam de suas falas. No vídeo, ela descreve o comportamento de Flávio como “grosseiro” e “desrespeitoso”, o que gerou forte repercussão na base aliada.
Divergências políticas e o desejo de candidatura
Além das questões pessoais, o vídeo expôs um racha estratégico no Ceará. Michelle se opõe ao apoio de Flávio ao ex-ministro Ciro Gomes, preferindo o nome de Eduardo Girão. Nesse ponto específico, 53,8% dos eleitores concordam com a visão do senador, contra 36,7% que apoiam a escolha dela.
Sobre a motivação da postagem, 38,6% acreditam que Michelle Bolsonaro publicou o vídeo por um possível desejo de ser candidata à Presidência no lugar de Flávio. Outros 22,3% veem uma tentativa de aumentar seu poder político dentro do PL, o partido da família.
A importância de Michelle na campanha é inegável para o eleitorado. Para 28,9%, o apoio dela é considerado “muito importante” para o sucesso de Flávio, enquanto 26,5% julgam apenas como importante, somando uma maioria que vê a união como essencial para o pleito.
Quem é o sucessor favorito de Jair Bolsonaro?
Quando o assunto é lealdade ao ex-presidente, 38,3% dos entrevistados consideram que Flávio Bolsonaro é mais fiel às orientações do pai. Já 15,5% depositam essa maior confiança em Michelle, enquanto 30,9% acreditam que ambos possuem o mesmo nível de lealdade política.
Entre os eleitores que votaram em Jair Bolsonaro em 2022, a preferência por Flávio como candidato é esmagadora, atingindo 81,9%. A ex-primeira-dama aparece com 14,7% da preferência desse grupo específico para a disputa presidencial, mostrando que o senador ainda detém o controle da base.
No cenário geral da direita, Flávio lidera como o melhor nome para a sucessão com 43,2%, seguido por Nikolas Ferreira com 18,4% e o empresário Renan Santos com 14,5%. O governador Tarcísio de Freitas aparece com 8,6%, enquanto Michelle Bolsonaro registra 3,9% nesta pergunta específica.
A pesquisa Atlas/Bloomberg ouviu 4.999 eleitores entre os dias 26 e 30 de junho. O levantamento possui margem de erro de um ponto porcentual e está devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04582/2026.
A fonte original desta notícia é o portal Notícias ao Minuto e você pode conferir a matéria completa através deste link original.








