O senador Flávio Bolsonaro (PL‑RJ), pré‑candidato à Presidência, publicou neste domingo (12) um vídeo no X usando imagens da gestão de seu pai, Jair Bolsonaro, para criticar o atual governo de Luiz Inácio Lula da Silva. A ação gerou respostas imediatas de membros da Casa Civil e de lideranças da oposição.
No material, Flávio aponta o endividamento das famílias como uma “crise grave”, alegando que quase 20% dos brasileiros não conseguem pagar a conta de água. O vídeo tem como pano de fundo cenas de 2021, quando pessoas recolhiam alimentos de caminhões de lixo em Fortaleza, imagens divulgadas pela Folha de S.Paulo durante a pandemia.
Ministros, partidos e a própria população reagiram ao conteúdo, reabrindo o debate sobre a fome no Brasil e a estratégia eleitoral de Flávio Bolsonaro. Fonte: Notícias ao Minuto Brasil – Política.
Reação do governo e críticas de opositores
Guilherme Boulos, ministro da Secretaria‑Geral da Presidência, destacou que as imagens correspondem ao período da gestão de Jair Bolsonaro e questionou se Flávio se retrairá. A ex‑ministra Gleisi Hoffmann (PT‑PR) chamou a publicação de “micão” e ironizou a estratégia do senador nas redes sociais.
Dados sobre insegurança alimentar
Em junho de 2022, o 2º Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar registrou mais de 33 milhões de brasileiros sem comida suficiente durante a pandemia, níveis não vistos desde os anos 1990. Embora o Brasil tenha deixado o Mapa da Fome da ONU em 2025, cerca de 7 milhões ainda sofrem insegurança alimentar grave.
Pesquisas de intenção de voto
Uma pesquisa Datafolha divulgada no sábado (11) mostrou Flávio Bolsonaro empatado tecnicamente com o presidente Lula. Em hipotético segundo turno, Flávio teria 46% das intenções de voto contra 45% de Lula, margem dentro do erro de dois pontos percentuais, configurando empate técnico.
Impacto nas campanhas
A tática de usar imagens de fome de 2021 visa reforçar a narrativa de que o atual governo falha em combater a crise social, ao mesmo tempo em que remete à gestão anterior. Analistas apontam que a estratégia pode mobilizar eleitores preocupados com a economia, mas também arrisca críticas por exploração de sofrimento.
A fonte original da matéria é Notícias ao Minuto Brasil – Política.








