Renan Santos foi apresentado oficialmente como candidato à Presidência da República pelo partido Missão, em evento realizado em São Paulo. O discurso foi marcado por um tom agressivo e críticas diretas a adversários.
O candidato utilizou termos fortes contra o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro, buscando se distanciar da chamada terceira via e se consolidar como uma opção de direita radical no cenário nacional.
As propostas apresentadas envolvem mudanças profundas na economia e na segurança pública, prometendo um choque de ordem no país, conforme divulgado pelo Notícias ao Minuto Brasil.
Ataques diretos de Renan Santos e o discurso de choque de ordem
O presidenciável adotou um discurso radical, afirmando categoricamente que “nós vamos matar quem roubar”. Ele chamou o senador Flávio Bolsonaro de farsante e fraco, além de se referir ao presidente Lula como maldito.
Renan Santos, que aparece com 3% das intenções de voto na pesquisa Datafolha de julho, afirmou que seus rivais são vagabundos e que precisam ir para a lata de lixo da história por conta de suas trajetórias políticas.
O evento contou com uma plateia jovem e apoiadores vestindo camisetas com a frase “prendeu, matou”. A legenda busca se consolidar como uma alternativa de direita à polarização, unindo ajuste fiscal e combate ao crime.
Propostas radicais de segurança e o Livro Amarelo
Durante o congresso, o partido apresentou o Livro Amarelo, documento de 500 páginas que reúne o programa de governo para 2026. O plano é dividido em seções como Estado Novo, Reformas de Base e País do Futuro.
Na segurança pública, o programa sugere o Direito Penal do Inimigo e a criação de superpresídios. A ideia é confiscar bens de integrantes de facções como o PCC e o Comando Vermelho, endurecendo as penas atuais.
O partido também propõe a Grande Consolidação Municipal, que planeja fundir cidades financeiramente inviáveis. O objetivo é reduzir o total de municípios no Brasil de 5.570 para apenas cerca de 1.656 cidades.
Mudanças no Bolsa Família e o papel de Kim Kataguiri
O deputado Kim Kataguiri detalhou propostas sociais, defendendo que o pagamento de auxílios seja condicionado ao trabalho. Segundo ele, o Bolsa Família terá uma porta de entrada diferente, focada na oferta de emprego.
Kataguiri afirmou que, se um cidadão saudável recusar uma vaga de trabalho oferecida pelo Estado, ele perderá o benefício. “Não quer trabalhar? Então nem o Bolsa Família você vai receber”, declarou o parlamentar no evento.
Ele também sugeriu a Lei de Responsabilidade Gerencial, que tornaria inelegíveis os prefeitos que não atingirem metas de saúde e educação. O foco seria premiar gestões eficientes independentemente de alinhamento partidário.
A economia e o simbolismo da vassoura nova
Na área econômica, o documento defende um ajuste fiscal rigoroso, chamado de remédio amargo. As propostas incluem desvincular o salário mínimo de benefícios previdenciários e assistenciais para economizar recursos.
O candidato a vice, tenente-coronel Aroldo Medina, usou uma vassoura no palco para criticar a corrupção. Ele comparou as gestões atuais a uma vassoura velha e prometeu que a nova chapa vai varrer toda a sujeira acumulada.
O partido Missão arrecadou fundos através de ingressos e doações individuais. Renan Santos lidera a arrecadação na plataforma da legenda, tendo recebido quase 900 mil reais de mais de 15 mil doadores diferentes.
A fonte original desta notícia é o Notícias ao Minuto Brasil, e você pode conferir a matéria completa através do link: https://www.noticiasaominuto.com.br/politica/2402437/renan-santos-mira-ataques-a-flavio-em-evento-do-missao-e-defende-matar-quem-roubar








