O senador Flávio Bolsonaro viajou aos Estados Unidos para participar de uma audiência pública decisiva sobre a proposta de aplicação de tarifas de 25% sobre diversos produtos brasileiros. A medida é avaliada pelo governo americano.

A intenção do parlamentar é argumentar que eventuais sanções não devem atingir a economia brasileira como um todo, mas sim focar nos responsáveis diretos pelas práticas que estão sob investigação nos EUA.

O senador pretende utilizar seu tempo de fala para expor as divergências políticas internas no Brasil e como elas impactam as relações comerciais, conforme divulgado pelo Notícias ao Minuto Brasil.

Estratégia de Flávio Bolsonaro contra as tarifas americanas

Foco em punições individuais e críticas ao governo

Durante a audiência conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA, Flávio Bolsonaro deve citar o presidente Lula como um dos responsáveis pelo cenário atual que gerou o descontentamento americano.

Segundo o empresário Paulo Figueiredo, o senador sustentará que o tarifaço prejudicaria exportadores brasileiros, importadores americanos e consumidores, sem punir quem realmente tomou as decisões questionadas pelos Estados Unidos.

A defesa técnica deve apontar que as práticas criticadas, como a remoção de conteúdos em plataformas, decorrem de decisões judiciais e não de leis aprovadas pelo Congresso Nacional brasileiro nos últimos anos.

A defesa do Pix e a liberdade de expressão

Outro ponto central da manifestação será a defesa do Pix. O governo americano manifestou preocupações de que o sistema de pagamentos favoreceria empresas nacionais em detrimento de companhias dos Estados Unidos.

O senador argumentará que o Pix beneficiou o mercado como um todo, inclusive empresas estrangeiras instaladas no país, e que o sistema não deveria ser tratado como um objeto de negociação comercial ou sanção.

Sobre a moderação de conteúdo, o parlamentar dirá que “Ele vai argumentar tecnicamente que a censura e as ordens secretas foram impostas à margem da lei pelo Judiciário e decretos do Lula, apesar da objeção do Congresso, que nunca passou legislação alguma nessa direção”.

Articulação política em Washington

Além da audiência técnica, a agenda em Washington inclui reuniões políticas. O ex-deputado Eduardo Bolsonaro também está na capital americana participando de jantares com senadores e autoridades da Casa Branca.

Uma das pautas paralelas é a solicitação para que os Estados Unidos retomem a Lei Magnitsky contra autoridades brasileiras. O grupo busca reforçar que os temas investigados fazem parte de uma disputa institucional em curso.

O relatório final da investigação americana deve ser publicado até meados de julho, e a palavra final sobre a aplicação das tarifas de 25% caberá ao governo de Donald Trump no futuro próximo.

A fonte original desta notícia é o Notícias ao Minuto Brasil e pode ser acessada através do link: https://www.noticiasaominuto.com.br/politica/2392469/flavio-deve-criticar-lula-e-defender-punicoes-individuais-em-audiencia-nos-eua-diz-aliado

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