O cenário político e jurídico brasileiro esquentou novamente após declarações polêmicas no Supremo Tribunal Federal. O senador Sérgio Moro não poupou críticas a uma comparação feita pelo ministro Gilmar Mendes.
A discussão gira em torno da Operação Compliance Zero, que investiga irregularidades ligadas ao Banco Master. Mendes comparou o caso aos métodos da Operação Lava Jato, gerando forte reação do ex-juiz paranaense.
A tensão entre as autoridades se aprofundou após o julgamento que manteve prisões preventivas de envolvidos no esquema criminoso, conforme divulgado pelo Notícias ao Minuto.
Moro reage às críticas de Gilmar Mendes sobre a Operação Lava Jato
Em sua conta oficial na rede social X, o antigo magistrado da Lava Jato afirmou que o ministro Gilmar Mendes falhou ao tentar liberar os investigados da prisão preventiva. Ele descreveu a situação como uma vitória da justiça.
“Gilmar Mendes, apesar de sua ladainha contra a Lava Jato, fracassou em sua tentativa de livrar da prisão preventiva a gangue do Master. Vitória da lei e da justiça”, escreveu Sérgio Moro em sua postagem pública.
A comparação polêmica feita no STF
O ministro Gilmar Mendes argumentou que a prisão preventiva estaria sendo usada para forçar acordos de delação premiada. Para ele, isso repetiria práticas da Lava Jato, as quais classificou como punitivismo inebriado.
“É evidente que me refiro às práticas processuais autoritárias da famigerada Operação Lava Jato, que refletiu um punitivismo e ultrapassaram todas as raias da legalidade”, declarou o ministro Gilmar Mendes durante a sessão.
O magistrado defendeu a flexibilização das medidas cautelares para Henrique Vorcaro e Felipe Vorcaro. Contudo, Mendes acabou vencido em uma votação apertada de 3 a 1 na Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal.
A gravidade da Operação Compliance Zero
Diferente da visão de Gilmar, o ministro André Mendonça destacou que o caso do Banco Master envolve elementos mais graves. Ele apontou indícios de condutas violentas e ameaças de morte por parte do grupo investigado.
“Não estamos aqui a julgar a Lava-Jato”, afirmou Mendonça. O relator ressaltou que a atuação do grupo se assemelha à de uma máfia, indo muito além de crimes financeiros comuns ou do chamado colarinho branco.
Segundo as investigações da Polícia Federal, Henrique coordenava um grupo chamado “A Turma”, focado em intimidar adversários. Já Felipe integraria o núcleo financeiro da organização comandada pelo banqueiro Daniel Vorcaro.
Moro elogia postura de ministros do STF
Sérgio Moro elogiou os votos de André Mendonça, Luiz Fux e Nunes Marques. Para o senador, os ministros honraram o cargo ao não aceitarem narrativas que ele considera falsas sobre a Operação Lava Jato e as investigações.
O julgamento das contestações das defesas havia sido interrompido em maio após um pedido de vista de Gilmar Mendes. Com a retomada dos trabalhos, as prisões preventivas foram mantidas pela maioria da Segunda Turma da Corte.
A fonte original desta notícia é o portal Notícias ao Minuto Brasil.








