O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques, determinou nesta segunda-feira a suspensão da divulgação de um levantamento da Atlas Bloomberg. O estudo apontava um recuo significativo de seis pontos nas intenções de voto do senador Flávio Bolsonaro.
A decisão atende parcialmente a um pedido da defesa do senador, que alegou que o questionário utilizado pela pesquisa teria sido estruturado para induzir negativamente a opinião dos entrevistados. A informação foi divulgada pelo portal Notícias ao Minuto.
A controvérsia central gira em torno da metodologia aplicada na pesquisa, especificamente sobre a ordem das perguntas. Acompanhe os principais desdobramentos dessa decisão judicial que impacta o cenário político brasileiro nas próximas eleições.
Entenda a polêmica sobre a pesquisa eleitoral
O centro do embate jurídico reside na acusação da pré-campanha de Flávio Bolsonaro sobre o uso de associações envolvendo o nome do parlamentar, Daniel Vorcaro e o Banco Master. Segundo a defesa, isso teria contaminado a percepção do eleitor.
Argumentos do ministro do TSE
Kassio Nunes Marques justificou sua posição afirmando que o caso não se trata de uma simples divergência metodológica. O ministro destacou que houve possível indução do entrevistado através de expressões com carga valorativa negativa.
Para o magistrado, o questionário extrapolou os limites de uma aferição estatística regular. Ele ressaltou que a sequência das perguntas pode ter comprometido a neutralidade das respostas coletadas durante o processo de entrevistas.
A defesa da AtlasIntel
O CEO da AtlasIntel, Andrei Roman, afirmou que o instituto prefere não comentar o teor da decisão neste momento. A empresa aguarda um pronunciamento oficial do colegiado do Tribunal Superior Eleitoral para definir os próximos passos.
Anteriormente, o instituto já havia defendido a lisura de seu trabalho. A Atlas reforçou que não existem falhas metodológicas que justifiquem a anulação dos dados, mantendo a postura de confiança na coleta realizada com os eleitores.
Estrutura do questionário
Conforme os documentos enviados ao TSE, a pesquisa contou com 48 perguntas. O áudio envolvendo o senador foi apresentado como último item. Os eleitores podiam avaliar o conteúdo de forma positiva ou negativa ao final do questionário.
Especialistas consultados apontaram que, embora existam algumas ressalvas técnicas comuns a qualquer levantamento, os argumentos de manipulação utilizados pela pré-campanha foram considerados frágeis por parte da análise técnica externa.
A fonte original é a Notícias ao Minuto Brasil e a matéria pode ser lida em Notícias ao Minuto Política.








