Conhecido nacionalmente como Tarcisão do Asfalto, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, enfrenta um questionamento sobre sua principal bandeira política. Embora tenha construído sua imagem pública com base em leilões na Bolsa de Valores, os resultados numéricos de concessões rodoviárias sob sua gestão têm se mostrado mais modestos do que em outros períodos governamentais.
O debate ganha força ao comparar o volume de rodovias transferidas à iniciativa privada durante sua passagem pelo Ministério da Infraestrutura, entre 2019 e 2022, com os números atuais do governo federal. Conforme divulgado pela Folhapress, a análise dos dados traz uma nova perspectiva sobre a eficácia de sua estratégia de concessões.
A gestão de Tarcísio argumenta que a análise isolada da extensão da malha rodoviária não reflete a complexidade das obras ou os benefícios logísticos reais. O governo paulista reforça que indicadores de qualidade, segurança viária e a natureza dos projetos devem ser considerados para medir o verdadeiro sucesso de uma concessão.
O contraste entre as gestões federais e o legado no setor de transportes
Durante sua atuação como ministro de Jair Bolsonaro, Tarcísio promoveu o leilão de cinco concessões rodoviárias, somando cerca de 3.100 km de estradas. O número subiu para 3.900 km após a atuação de seu sucessor. Em contrapartida, o governo Lula já superou a marca de 10 mil km em licitações, com projeções que podem ultrapassar os 14 mil km até o final deste ano.
A força das concessões aeroportuárias no histórico do ex-ministro
Apesar dos números nas rodovias, o desempenho de Tarcísio foi notável no setor de aviação. Sua equipe foi responsável por conceder 50 terminais aeroportuários à iniciativa privada. Esse movimento foi decisivo para consolidar um cenário onde mais de 90% do tráfego de passageiros do país passou a ser operado por empresas privadas.
Análise do cenário em São Paulo e as novas Parcerias Público-Privadas
Como governador de São Paulo, Tarcísio realizou seis certames, superando os dois leilões realizados pela gestão Doria/Garcia. Contudo, a malha total repassada à iniciativa privada no período anterior foi superior. A gestão atual explica que os ativos disponíveis eram menos atrativos e exigiam modelagens complexas, como o caso do Rodoanel Norte.
O modelo de pagamentos via Parceria Público-Privada
Uma diferença fundamental na gestão atual de Tarcísio é a adoção de PPPs patrocinadas em dois lotes rodoviários. Nesse modelo, o Estado complementa a receita da concessionária, garantindo investimentos em trechos de menor rentabilidade. Especialistas, como Sandro Cabral, do Insper, apontam que a estratégia é técnica, mas envolve compromissos financeiros de longo prazo.
Em nota oficial, o Palácio dos Bandeirantes defende que a complexidade das obras atuais e os benefícios sociais justificam o formato adotado. A polêmica em torno dos dados reafirma a necessidade de um olhar criterioso sobre o impacto real das privatizações na infraestrutura do país. A fonte original é a Folhapress e você pode conferir a matéria completa através deste link.








