A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou uma denúncia formal contra sete suspeitos de operar um esquema de venda de decisões no STJ, revelando uma rede de influência e corrupção criminosa.

Entre os acusados estão figuras influentes, como o lobista Andreson de Oliveira Gonçalves e ex-servidores que ocupavam cargos estratégicos dentro dos gabinetes dos ministros da Corte em Brasília.

O grupo é acusado de negociar o conteúdo de despachos judiciais e vazar informações sigilosas para advogados interessados, conforme divulgado pelo portal Notícias ao Minuto Brasil.

Esquema criminoso na venda de decisões no STJ é detalhado pela PGR

Segundo a denúncia do procurador-geral Paulo Gonet, a organização criminosa atuou entre 2019 e 2023. O objetivo central era obter vantagens financeiras ilícitas em troca de interferência nos processos.

O lobista Andreson Gonçalves é apontado como o principal eixo de intermediação. Ele conectava advogados e partes interessadas a assessores que possuíam influência sobre os julgamentos no tribunal federal.

A PGR afirma que “cabia-lhe estabelecer a conexão entre terceiros interessados, em geral advogados, e assessores de desembargadores e ministros com acesso ou influência sobre decisões judiciais”.

O papel dos ex-servidores e o acesso privilegiado

Entre os denunciados estão Daimler Campos, ex-chefe de gabinete da ministra Isabel Gallotti, e Márcio José Toledo Pinto, ex-servidor que circulou por diversos gabinetes da prestigiada Corte.

Ambos responderão por crimes como corrupção passiva e violação de sigilo funcional. O esquema permitia que o grupo visualizasse minutas de decisões antes mesmo de serem publicadas de forma oficial.

Conforme a acusação, os envolvidos chegavam a elaborar textos alinhados aos interesses da organização. Até o momento, nenhum ministro do STJ foi alvo de denúncia direta nesta fase da operação.

A Operação Sisamnes e os próximos passos no STF

Esta é a primeira denúncia da Operação Sisamnes, iniciada em 2024. As investigações ganharam força após a análise do celular de Roberto Zampieri, advogado assassinado em Cuiabá no final do ano passado.

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, é o relator do caso. Agora, a Primeira Turma do STF deverá decidir se aceita a denúncia, tornando os sete investigados réus no processo.

As defesas negam irregularidades. Advogados de Daimler Campos chamaram a denúncia de teratológica, enquanto a defesa de Andreson questiona a competência do STF para julgar os fatos apresentados na venda de decisões no STJ.

A fonte original desta notícia é o Notícias ao Minuto Brasil e você pode conferir a matéria completa através do link: https://www.noticiasaominuto.com.br/politica/2385965/pgr-denuncia-lobista-ex-chefe-de-gabinete-e-ex-servidor-do-stj-em-caso-de-venda-de-decisoes?utm_source=rss-politica&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed

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