Deputados da oposição afirmam que ministros do STF Gilmar Mendes e Dias Toffoli ameaçaram o Congresso Nacional ao criticarem o relatório da CPI do Crime Organizado, que pediu o indiciamento de magistrados. A crítica foi feita na sessão de terça‑feira (14), quando o texto foi rejeitado após articulação entre o Supremo e o governo Lula.
Os parlamentares também solicitaram que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, faça uma defesa pública do senador Alessandro Vieira, incluído no relatório junto a Gilmar, Toffoli e Alexandre de Moraes. A oposição pretende demonstrar insatisfação com a corte em caminhada até o Supremo.
Conforme divulgado pelo Notícias ao Minuto Brasil, o líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto da Silva, acusou o ministro Gilmar de dizer: “Não me chame para dançar, eu sei dançar”, e considerou a postura incompatível com a alta magistratura.
Reação da oposição e acusação de ameaças
Denúncia de violação da separação dos Poderes
“Um senador da República foi ameaçado de ser inelegível por ter feito seu relatório. Cadê a separação dos três Poderes? Ele fez o relatório de acordo com o que recebeu de informações”, declarou Gilberto da Silva em entrevista coletiva.
Críticas de Gilmar Mendes e Dias Toffoli
Gilmar Mendes, decano do STF, descreveu o uso de “técnicas de exposição midiática e emparedamento” como estratégias já conhecidas e afirmou que “não me convidem para dançar, porque eu posso aceitar”. Já Dias Toffoli qualificou o documento de Vieira como “abuso de poder” e “completamente infundado”, alertando para risco de inelegibilidade.
Próximos passos da oposição
A bancada da oposição realizará uma entrevista coletiva e seguirá para o Supremo, usando a brecha do encontro entre o senador Carlos Viana, Luiz Fux e André Mendonça para reforçar a mensagem de que a independência dos Poderes está sendo ameaçada.
A fonte original é a Notícias ao Minuto Brasil – Política.








