O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva, afirmou nesta quinta‑feira, 9, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva será candidato à reeleição neste ano. A declaração vem após o próprio Lula ter dito que “dificilmente” não será candidato, mas ainda não confirmou oficialmente antes da convenção do PT, prevista para julho.

Edinho destacou que a decisão cabe à convenção partidária, mas garantiu que “claro que o presidente Lula é candidato”. Segundo ele, Lula é a liderança mais preparada para enfrentar a turbulência internacional que afeta o Brasil.

A fala do dirigente foi feita em coletiva de imprensa após um jantar com empresários do grupo Esfera, em São Paulo, e já aponta movimentações internas do partido em São Paulo e no Rio Grande do Sul.

Confirmação da candidatura de Lula

Edinho Silva reforçou que a posição de Lula sobre a candidatura reflete o respeito à decisão da convenção do PT. “Ele (Lula) fez uma fala de quem valoriza a convenção partidária. Ele pensa que a convenção que tem que decidir, mas claro que o presidente Lula é candidato”, declarou o presidente nacional.

Liderança para tempos incertos

O dirigente do PT ainda ressaltou que Lula tem o perfil necessário para conduzir o país em meio à crise internacional, afirmando: “Penso que ele hoje é a liderança mais preparada para que o Brasil enfrente essa turbulência internacional”.

Definições políticas em São Paulo

Edinho comentou que o ex‑ministro Fernando Haddad será fundamental para resolver o impasse entre Marina Silva e Márcio França pela segunda vaga ao Senado pelo campo progressista no Estado. “Penso que Fernando Haddad vai conduzir esse processo. Tem que ser conduzido por ele. E ele habilidoso e preparado como é, vai equacionar para que tenhamos chapa forte em São Paulo”, explicou.

Possíveis alianças

O presidente nacional pontuou que França e Marina não precisam ocupar a vice‑candidatura de Haddad, caso não sejam selecionados como candidatos ao Senado, deixando espaço para outras combinações estratégicas.

Unidade no Rio Grande do Sul

Em relação ao Rio Grande do Sul, Edinho destacou a importância de o PT apoiar a ex‑deputada estadual Juliana Brizola (PDT) ao governo gaúcho. Ele citou que o ex‑presidente da Conab, Edegar Pretto (PT), desistiu de concorrer em favor da pedetista, reforçando a necessidade de unidade.

Objetivo da aliança

“Nesse momento, entendemos que a unidade do campo democrático no Rio Grande do Sul é fundamental, não só para construção das condições políticas para que a gente possa ganhar, mas também para dar sustentação à candidatura do presidente Lula”, declarou Edinho Silva.

A fonte original da informação é a Notícias ao Minuto Brasil – Política.

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