A sabatina do advogado‑geral da União, Jorge Messias, para ocupar a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) foi marcada para o dia 29 de abril. O agendamento foi divulgado nesta quinta‑feira (9) pelo relator da indicação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, senador Weverton Rocha (PDT‑MA).
Segundo o senador, a entrevista acontecerá pela manhã e, ainda no mesmo dia, o plenário do Senado deve votar a aprovação do nome. O relator já confirmou que apresentará o relatório da CCJ na próxima quarta‑feira (15), conforme informou em coletiva no Senado.
Essas informações foram confirmadas por fontes oficiais e divulgadas pela imprensa, como Notícias ao Minuto Brasil.
Rito da sabatina e votação no plenário
O procedimento exige que Messias passe pela CCJ, que analisará seu currículo e argumentos, e depois tenha o nome aprovado em voto no colegiado e no plenário da Casa. São necessários, no mínimo, 41 votos favoráveis para a nomeação.
As datas da apresentação do relatório e da sabatina foram definidas após conversas entre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União‑AP), e o presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD‑BA). O senador Weverton Rocha destacou que, concluída a sabatina, o assunto será levado ao plenário para decisão final.
Indicação oficial
A Presidência da República enviou a documentação de Jorge Messias na semana passada, formalizando a indicação à vaga deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso, que se aposentou antecipadamente em outubro de 2025. A escolha do candidato é prerrogativa exclusiva do presidente, conforme a Constituição.
Weverton Rocha afirmou que o relatório será favorável e que Messias tem mantido diálogos com vários senadores, aumentando as chances de aprovação. “Já se passaram quatro meses [desde a indicação] e de lá para cá ele dialogou, fez visitas a diversos senadores e tem aberto mais portas”, disse o relator.
Perfil de Jorge Messias
Com 45 anos, Messias ocupa o cargo de advogado‑geral da União desde 1º de janeiro de 2023. Nascido no Recife, é procurador concursado da Fazenda Nacional desde 2007, formado em Direito pela UFPE e possui mestrado e doutorado pela UnB.
Ele foi subchefe para Assuntos Jurídicos da Presidência durante o governo de Dilma Rousseff, atuando diretamente no assessoramento ao presidente. Caso seja aprovado, poderá permanecer no STF até os 75 anos, idade da aposentadoria compulsória.
A fonte original da matéria é Notícias ao Minuto Brasil – Política.








