A deputada federal Tabata Amaral (PSB‑SP) esteve em Washington e aproveitou a viagem para reforçar a defesa do projeto de lei que pretende combater o antissemitismo no Brasil. A proposta, elaborada por um grupo diverso de parlamentares, tem gerado polêmica ao incluir críticas ao Estado de Israel no rol de condutas consideradas antissemitas.
Tabata buscou separar a proteção aos judeus das críticas ao governo de Israel, denunciando o que chamou de “crimes cometidos na guerra” e apontando um ódio arraigado em parte da esquerda. A informação vem de reportagem da Notícias ao Minuto Brasil.
Projeto de lei e as controvérsias sobre liberdade de expressão
Definições que geram tensão
O texto classifica como antissemitas manifestações que “podem ter como alvo o Estado de Israel, encarado como uma coletividade judaica” ou que comparem políticas israelenses a nazismo. Especialistas estão divididos: alguns veem avanço na proteção da comunidade judaica, enquanto outros temem restrição à liberdade de expressão.
Reações no Congresso
Além do apoio de deputados de partidos como PT e Rede, o projeto recebeu resistência de figuras do próprio PT, que pediram a retirada de assinaturas. Parlamentares como Sâmia Bonfim (PSOL‑SP) classificaram a iniciativa como “um grande absurdo” e acusaram-na de criminalizar críticas ao Estado de Israel.
Tabata Amaral denuncia ódio seletivo
A deputada afirmou que não se pode escolher quais seres humanos merecem respeito, denunciando “essa confusão” e apontando que o antissemitismo está presente no Brasil, especialmente em parte da esquerda. Ela lamentou os xingamentos recebidos e destacou que a luta contra o ódio deve ser tão firme quanto a luta contra misoginia e racismo.
Alerta sobre desinformação e influência estrangeira
Durante encontro com estudantes, Tabata também alertou sobre a necessidade de regular as big techs para impedir que algoritmos e financiamentos obscuros distorçam a soberania nacional. Ela relacionou a desinformação ao alinhamento entre figuras como Donald Trump e a família Bolsonaro, citando o caso de “caixa dois digital” de Pablo Marçal como exemplo de uso indevido de recursos nas eleições.
Para mais detalhes, consulte a matéria original da Notícias ao Minuto Brasil: Notícias ao Minuto Brasil – Política.








