O cenário político brasileiro volta a se aquecer com uma importante movimentação no Supremo Tribunal Federal. O ministro Alexandre de Moraes agendou para o dia 14 de abril o interrogatório do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro em um processo que investiga a acusação de coação no curso do processo.

A ação penal, que tramita na mais alta corte do país, coloca o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro sob os holofotes, especialmente após a recente perda de seu mandato parlamentar. Ele, que atualmente reside nos Estados Unidos, será questionado sobre sua suposta atuação junto ao governo americano.

Este depoimento é um passo crucial no desenrolar das investigações que envolvem sérias alegações contra o ex-parlamentar, com implicações significativas para a política nacional, conforme divulgado pelo Notícias ao Minuto Brasil.

Eduardo Bolsonaro será ouvido em abril por videoconferência após denúncia da PGR por coação no processo

O interrogatório de Eduardo Bolsonaro está marcado para o dia 14 de abril e será realizado por videoconferência, uma modalidade que permite a participação do ex-deputado mesmo estando nos Estados Unidos. É importante ressaltar que a presença dele na audiência não é obrigatória.

A determinação de Alexandre de Moraes ocorreu após tentativas de notificação por edital, nas quais Eduardo não foi localizado nem indicou um advogado particular. Diante dessa situação, o ministro autorizou que a defesa do ex-parlamentar seja feita pela Defensoria Pública da União (DPU), garantindo seu direito à defesa.

As acusações no Supremo Tribunal Federal

A ação penal em questão apura a acusação de coação no curso do processo, um crime grave que busca interferir na livre atuação da Justiça. Em novembro do ano passado, o STF aceitou, por unanimidade, uma denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Eduardo Bolsonaro.

O inquérito da PGR investigou a suposta atuação do ex-deputado junto ao governo dos Estados Unidos para promover ações contra o Brasil. Entre as alegações, estão a defesa de um “tarifaço” contra as exportações brasileiras e a suspensão de vistos de ministros do governo federal e do próprio STF.

Perda do mandato parlamentar de Eduardo Bolsonaro

A situação legal de Eduardo Bolsonaro no Brasil se agrava também pela recente perda de seu mandato como deputado federal. No final de 2025, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados decidiu cassá-lo, conforme previsto na Constituição Federal para casos de ausências excessivas.

O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro faltou a um terço do total de sessões deliberativas da Câmara dos Deputados. Ele não compareceu a 56 das 71 sessões realizadas em 2025, o que representa um índice de 79% de ausências, justificando a decisão da Casa.

Esta matéria foi elaborada com base em informações divulgadas pelo Notícias ao Minuto Brasil, que pode ser acessada em Notícias ao Minuto Brasil – Política.

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