Olha só, galera empreendedora e quem tá de olho no bolso: o Banco Central divulgou os dados de novembro e os juros pra gente comum subiram, enquanto pras empresas deram uma baixadinha. Isso afeta direto quem tá financiando o dia a dia ou expandindo o negócio. Vamos destrinchar isso de um jeito simples, pra você saber como se proteger.

Juros explodindo pro consumidor comum

No crédito livre pras pessoas físicas, o que mais chamou atenção foi o crédito pessoal não consignado pulando pra 106,6% ao ano (alta de 5,5 pp), o cartão parcelado em 181,2% (+3,2 pp) e o rotativo insano em 440,5% ao ano (+0,7 pp). Imagina só: você paga só o mínimo da fatura e vira refém de uma dívida que cresce mais que inflação no Brasil. Mesmo com limites na lei desde 2023, os juros pactuados na hora ainda doem.

A taxa média pro crédito livre pras famílias subiu 0,9 pp no mês, chegando a 59,4% ao ano. Em 12 meses, +6,2 pp. Isso tudo puxado pela Selic em 15%, a maior desde 2006, pra combater a inflação.

Boa notícia pras empresas (um pouco)

Pra PJ, no crédito livre, os juros médios caíram 0,6 pp, pra 24,5% ao ano. Destaque pro desconto de duplicatas em 19,3% (-0,7 pp) e capital de giro longo em 21,8% (-0,7 pp). Bom pro pequeno empreendedor que precisa de fôlego pra girar o negócio, mas ainda alto comparado ao exterior.

No crédito direcionado (aquele com regras do governo), famílias em 10,9% (estável) e empresas em 11,8% (-2,1 pp no mês).

O que mais rolou: spread, concessões e endividamento

  • Spread bancário: subiu 0,3 pp pra cobrir riscos e lucros dos bancos.
  • Concessões: caíram 6,6% em novembro, mas estoque de crédito cresceu 0,9% pra R$ 6,97 tri.
  • Inadimplência: 3,8% geral, 4,7% pras famílias – cuidado pra não entrar nessa!
  • Endividamento das famílias: 49,3% da renda em outubro, comprometimento em 29,4%. Sem imóvel, 30,9% endividado.

Fonte principal: Estatísticas Monetárias e de Crédito do BC. Mais detalhes na Agência Brasil.

Minha análise: como isso bate no seu bolso e no negócio

Pro empreendedor digital ou de rua, essa Selic alta é sinal pra poupar mais e endividar menos. Famílias tá caro demais parcelar compras ou usar cartão rotativo – fuja disso como o diabo da cruz! Pra PJ, aproveite a queda relativa pra negociar capital de giro, mas busque fintechs como Nubank Empresas ou Creditas, que às vezes oferecem taxas melhores.

Dicas práticas:

  1. Quite o rotativo já: parcele pra taxa menor.
  2. Monitore a Selic no site do BC e invista em Tesouro Selic pra render 15% ao ano líquido de IR baixo.
  3. Pro negócio: foque em vendas à vista ou boleto, gere caixa interno pra renda extra sem juros.
  4. Use apps como GuiaBolso ou Mobills pra trackear dívidas.

Resumindo, o crédito tá encarecendo pro povão, mas com disciplina dá pra virar o jogo rumo à independência financeira. Fique ligado nas próximas Copom!

Fonte: Agência Brasil

You May Also Like

Cesta básica mais barata em 24 capitais: saiba onde e por quê

Em novembro, o preço da cesta básica caiu em 24 capitais brasileiras,…

TCU x BC: O que muda no Banco Master?

o TCU falou que recebeu o tal recurso do Banco Central nessa…

Brasil bate recorde: 4,6 mi de novos pequenos negócios em 2025

O Brasil está vivendo um momento histórico para os pequenos negócios. Entre…

Troca de presentes pós-Natal: saiba seus direitos e evite problemas

O primeiro dia útil após o Natal é conhecido popularmente como o…